sexta-feira, 30 de julho de 2010

5 Rodada do Carioca de Marcas 2010



Após o término da nossa primeira experiência com o 15 na pista carioca, iniciamos os preparativos para a 5 Rodada programando evoluções no carro e soluções para melhorar a confiabilidade.




O piloto Esthefano Esteves não poderia participar desta etapa, envolvido com preparativos para o Brasileiro de Kart, e faríamos toda progamação de treinos e corrida com Willyans Suhr.

Chegamos com alterações nos componentes da transmissão, agora mais reforçados, além de melhoria no sistema de alimentação de combustível do motor, novo equipamento para coleta de dados do motor e novo setup nas suspensões dianteira e traseira. Junto a isso, Willyans Suhr já estava mais "íntimo" da pista e, como sempre, animado para fazer uma boa participação com o 15 da JP Motorsport. Para facilitar nosso trabalho nos treinos e corrida conseguimos ficar instalados em boxes, ao contrário da etapa anterior quando ocupávamos uma garagem, que passou a ficar reservado para nossa equipe até o final do campeonato.


Começamos os treinos livres. As mudanças nos ajustes das suspensões não produziam os efeitos desejados, ainda provocando tendência subesterçante (escapando a dianteira) mas com características diferentes daquela apresentada na etapa anterior. A troca dos bicos injetores melhorou consideravelmente a alimentação do motor, sendo necessário refazer o mapa de injeção de combustível.


Ao final dos treinos livres as coisas não pareciam ter melhorado muito. Os tempos de volta não eram o que esperávamos e um problema com o engate das marchas sugeria falhas no sistema de embreagem. Os treinos classificatórios foram "sofridos" e o melhor que conseguimos foi a décima oitava colocação.


Terminadas as atividades na pista começamos os trabalhos no box. Precisávamos "reagir" e colocar nosso piloto em condições de ganhar posições na corrida. De imediato sabíamos por onde começar: na balança. Levamos o 15 e Willyans até a balança dos comissários técnicos e confirmamos a suspeita: o carro apresentava problemas de distribuição de peso. Depois de algum sobe e desce na balança finalmente conseguimos uma distribuição de peso que podemos considerar como ponto de partida. As coisas começariam a melhorar para domingo. Ainda no box, trocamos o conjunto de embreagem e fizemos a revisão e os procedimentos de rotina.


Domingo antes do treino de aquecimento, o warm-up, foram feitas algumas alterações nos mapas de regulagem do motor. Nosso piloto foi instruído a fazer algumas correções no mapa de combustível durante o treino, buscando os valores ideais de mistura ar/combustível.


Willyans parte para o treino e na segunda volta cronometrada o resultado aparece com um tempo 2 segundos mais baixo que os registrados no sábado, terminando o warm-up na décima terceira colocação. Encontramos o caminho, e agora era esperar o início da corrida.


Largada para primeira bateria: já na segunda volta Willyans passa na décima quarta colocação, subindo quatro posições em relação a posição de largada, e atacando outros dois competidores na grande reta. Em uma tentativa de ultrapassagem Willyans escapa na curva Sul, e volta para décima oitava posição, e sem o pára-choque dianteiro que ficou na área de escape. Mesmo com aerodinâmica comprometida pela falta do pára-choque dianteiro e com a suspensão desalinhada, nosso piloto reiniciou a "escalada", terminando a prova na décima colocação!


No intervalo entre as baterias instalamos os pára-choques dianteiro e traseiro perdidos durante a primeira corrida, fizemos o alinhamento da suspensão dianteira e revisamos o carro. As voltas realizadas com a suspensão dianteira desalinhada provocaram um desgaste acima do esperado nos pneus, e teríamos alguma dificuldade na segunda corrida.



Largada para segunda bateria: mais uma boa largada de Willyans, que sobe para a sétima colocação. Um incidente após a curva Sul, quando o motor de um competidor quebrou e deixou óleo na pista, obrigou a direção da prova interromper a corrida. Com nova largada, Willyans teve que administrar um carro com pneus dianteiros já gastos e queda de rendimento do motor pela temperatura ambiente. Ainda assim, nosso piloto fez a correção de mistura de combustível, recuperando parte da potência perdida. Depois de muita "luta", Willyans terminou na nona colocação e, posteriormente beneficiado pela punição e desclassificação de dois pilotos, alcançou a sétima posição.

Cumprimos nosso objetivo, que era terminar as duas baterias. E mais do que esperávamos: depois de um sábado "sofrível", Willyans Suhr justificou o título de Campeão Paulista de Kart com ultrapassagens por fora, mergulhando nas freadas e partindo pra cima de pilotos bem mais experiêntes em carros de turismo e na pista carioca. Ainda temos muito para melhorar, e sabemos a direção que devemos tomar.

A sexta rodada do Campeonato Carioca está chegando, e a Just Power Motorsport virá com novidades!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Primeira participação em corrida do Carioca de Marcas


No intervalo entre a terceira e quarta etapas do Carioca de Marcas fomos procurados por um jovem piloto do Rio de Janeiro que havia sido Campeão Paulista de Kart. Alguns pilotos estavam sendo avaliados mas alguns eram iniciantes e outros apenas queriam testar o carro, então decidimos aprofundar as conversas com Willyans Suhr, Campeão Paulista de Kart na categoria Novatos.

Precisávamos de alguém com potencial para andar entre os líderes, acostumado a andar sob pressão e que pudesse compreender o momento da equipe: estamos começando um trabalho, sendo necessário desenvolver o equipamento. Willyans Suhr iria se juntar a Esthefano Esteves, piloto com mais experiência em carros de turismo, fórmula e kart. Finalmente a Just Power poderia contar com dois pilotos rápidos, jovens e capazes de desenvolver nosso equipamento.


Para a quarta etapa do campeonato só poderíamos contar com Esthefano para o Warm-up de domingo e uma das baterias. Willyans Suhr ficaria encarregado pelos treinos livres, onde seria refeito o mapeamento do motor e conferidas as alterações na suspensão dianteira, além dos treinos classificatórios.


Durante os treinos livres vivemos o clima de estréia: o piloto e a equipe buscando o desenvolvimento de carro e a melhor adaptação à pista. Os treinos livres foram interrompidos por algumas vezes, atrapalhando um pouco a possibilidade de Willyans completar sequências de voltas. Mesmo assim, nosso piloto identificou alguma dificuldade em tracionar o 15 durante as curvas, que demonstrava grande tendência subesterçante ("saídas de frente").


Fomos para o Treino de Classificação. Na primeira volta lançada o 15 apresenta uma pane elétrica no sistema de injeção de combustível do motor, que acabou por impedir a tomada de tempos para o grid de largada. Após os treinos verificamos que o defeito foi causado pelo mau funcionamento de um sensor que capta o movimento do acelerador. Componente trocado, só nos restava aguardar a manhã de domingo para testar o motor e o comportamento do carro sem o uso da barra estabilizadora.


Domingo pela manhã, no Warm-up. O treino de aquecimento é de apenas 15 minutos, tempo que Esthefano teria para fazer o reconhecimento do carro, e se "aquecer". A característica subesterçante ainda era presente, mas a pane do sistema de injeção foi resolvida. Optamos por manter a suspensão dianteira sem a barra estabilizadora, fazendo ainda uma alteração no alinhamento de rodas. E fomos para a corrida...


A primeira bateria seria realizada por Willyans Suhr, saindo na 21 posição. Assim que foi dada a largada, antes da primeira curva, Willyans já havia passado por dois concorrentes e apontou para a reta dos boxes já ultrapassando outro. Na reta dos boxes partia para mais ultrapassagens, mas a quebra em um componente da transmissão e um acidente entre dois carros na frente do nosso 15, na Curva da Junção, interromperam a participação de Willyans na corrida. Nos restava aguardar a chegada do carro, após a corrida, para conferir quais reparos seriam necessários para colocar Esthefano na segunda corrida.

Intervalo entre as duas baterias: correria geral nos boxes da JP Motorsport. Era necessário trocar um componente do sistema de transmissão, além de alguns reparos na carroceria danificada no acidente da Curva da Junção. Além dos integrantes da equipe, amigos e pais dos pilotos também colaboraram para finalizar o 15 a tempo. A peça da transmissão foi substituída por outra emprestada porém já usada, vindo de uma equipe concorrente. O pára-choque dianteiro foi "remendado" e alguns adesivos foram usados para recompor a carroceria. Esthefano foi para o grid no último minuto, e verificou que a suspensão dianteira estava muito desalinhada e precisava de uma intervenção ainda no grid de largada, para "amenizar a situação".

Largada para a segunda bateria. Esthefano, assim como Willyans, fez três ultrapassagens da primeira volta, e começava a buscar outro adversário na reta principal, quando a peça da transmissão que havia sido emprestada também quebrou. E terminou a corrida, para Esthefano.

Apesar das dificuldades durante os treinos livres, o imprevisto da pane elétrica durante a classificação, e as quebras nas duas baterias, saímos confiantes em uma evolução para a quinta etapa. Com as informações vindas dos nossos pilotos iríamos melhorar o sistema de injeção de combustível, e fazer outras alterações para a quinta etapa do campeonato. Investiríamos em um novo equipamento de coleta de dados do motor, modificação na altura da traseira, alteração nas regulagens da suspensão dianteira e utilização de componentes mais robustos na transmissão.

Primeiras voltas no Autódromo Nelson Piquet, RJ.






Era o fim de semana da terceira rodada do Campeonato Carioca de Marcas. Conseguimos a vinda do piloto capixaba Esthefano Esteves para fazer o primeiro teste do 15 na pista do Rio de Janeiro.

Nosso objetivo seria avaliar o comportamento de chassis e motor na pista carioca, além das costumeiras verificações de funcionamento de freios, caixa de marchas, sistema de refrigeração do motor, etc.

Foram programados "blocos" de 5 voltas para verificação dos mapas de funcionamento do motor, ajustes de pressão dos amortecedores dianteiros, calibragem e temperatura dos pneus. Como teríamos cerca de 4 horas de treinos, Esthefano cuidou para não levar o equipamento ao limite nas voltas iniciais, procurando identificar as características do equipamento, além da sua própria adaptação ao carro e à pista. Desta forma, os tempos de volta não eram relevantes e só poderiam ser avaliados ao final do programa de teste.

Ainda no começo da formação da equipe JP Motorsport usávamos motor alugado de um preparador capixaba com quem Pedro havia trabalhado, e agora passava a ser um possível fornecedor de motores para nossa equipe.

Durante a terceira parada para verificações no 15 foi identificado uma quebra no motor, que posteriormente descobriu-se ter sido causada pela combinação de ponto de ignição muito alto com o uso de bicos injetores subdimensionados para o motor. Em um acordo com o preparador capixaba, Marcos Amite, fizemos os reparos no motor e recebemos a unidade sem que fosse necessário pagar o aluguel nas próximas etapas, sendo nossa responsabilidade a manutenção, reparos e ajustes que fossem necessários.

Terminou assim, após 13 voltas, nosso primeiro contato com a pista carioca. Apesar da frustração por terminar o programa de testes antes do previsto, nosso piloto Esthefano nos deu uma opinião animadora sobre o 15: "o carro é bom! com algum acerto na dianteira e melhorando o motor, vamos andar entre os primeiros!".

Assim, começamos o trabalho para corrigir as deficiências apontadas, e continuamos buscando outro piloto que pudesse compartilhar o 15 com Esthefano.







sexta-feira, 23 de julho de 2010

Como Tudo Começou...

Tudo começou em 1992, quando Pedro José e Júlio César se conheceram através de um amigo em comum. Com a mesma paixão por automóveis, mecânica, preparação de motores e automobilismo os dois amigos resolveram trabalhar juntos, prestando serviços de manutenção nos carros de amigos e parentes.

Com o tempo a clientela foi crescendo, ainda que o espaço de trabalho fosse a casa dos pais de Júlio no bairro da Usina da Tijuca. A busca pela perfeição, os investimentos em equipamentos e ferramental, a honestidade e boa ética, e a qualidade dos serviços prestados eram as principais características da "dupla".


Em 1995 Júlio formou-se Engenheiro Mecânico e a vida levou os amigos para caminhos diferentes. Pedro José foi trabalhar como gerente em uma oficina no bairro de São Cristóvão e Júlio foi trabalhar em uma equipe de Fórmula Ford, e depois seguiu o caminho da engenharia. Em 1998 se afastaram mais ainda quando Pedro foi morar e trabalhar no Espírito Santo, na cidade de Vila Velha, e montou sua própria oficina mecânica.



Em agosto de 2008 Pedro foi a Curitiba para comprar um Gol de competição que havia participado do campeonato brasileiro de Marcas e Pilotos. No início era apenas o monobloco com a estrutura de proteção interna, o chamado "santo antônio". O carro ficou pronto mas haviam dificuldades para alugar nas competições capixabas. Durante o ano de 2009 o Gol ficou parado e Pedro resolveu que levaria o carro para o Rio de Janeiro, mesmo sem saber como faria para estruturar a equipe e quem seria o piloto para 2010. A configuração do Gol foi toda refeita para o regulamento do campeonato carioca e alguns testes na pista capixaba foram feitos com o piloto Esthefano Esteves, com quem Pedro já havia trabalhado em 2003 e 2004, alcançando vitórias e pole positions.


Depois de 13 anos afastados os amigos se reencontram através da internet e começam a se aproximar novamente. Pedro convida Júlio a montar a equipe de competição para o campeonato carioca de Marcas, que foi aceito prontamente. Neste momento nasce a Just Power Motorsport.



Daqui para frente relataremos o início das atividades da JP Motorsport, os primeiros treinos, primeiros pilotos, currículos, as corridas e tudo mais que envolver a equipe.






quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sejam bem-vindos

Este espaço destina-se a divulgar os resultados, projetos, colaboradores, em fim tudo que estiver relacionado à Just Power Motorsport.